quarta-feira, 9 de maio de 2018

Nenhum texto alternativo automático disponível.

É com imenso prazer que convido a todos para participarem da Semana da Luta Antimanicomial que está repleta de atividades com profissionais e artistas que fazem parte dessa luta diariamente! ! E em especial convido a todos para participarem do Psicodrama Público " Luta Antimanicomial Onde estamos e para onde vamos"
Convidados: Psicólogos: Plínio Piragibe e Marco Polo Soares
12/05/2018 Sábado
Horário: 9h30 às 11h30 Local: SEDES
Endereço: Av. Dr. Benedito Elías de Souza, 705 - Jd Jaraguá - Taubaté/SP . Obrigado e aguardo vocês!



quarta-feira, 19 de julho de 2017








quarta-feira, 12 de julho de 2017

Suicídio, Mídia e Medo de Viver: Os riscos das nossas vivências contemporâneas.


“E se único jeito de não se sentir mal
fosse parar de sentir qualquer coisa para sempre.”
(Hannah – 13 Reasons Why)


Em tempos de “13 reasons why”, “Baleia azul” e das cenas que levantaram alguns suspiros com a trágica decisão do personagem Will no filme “Como eu era antes de você”, refletimos e questionamos as diversas vertentes do suicídio. E por que esse ato tão aniquilador se tornou assunto e tomou a mídia em suas diversas maneiras de serem vividas?
Sabemos e entendemos que nós vivenciamos um impulso autodestrutivo desde a infância, mas também sentimos uma pulsão que implora e luta pela vida desde o ventre materno. O que tem feito com que esse quadro não se equilibre e estejamos frequentemente vivenciando o suicídio tão de perto?
O suicídio é uma possibilidade genuína e sempre foi, mas a possibilidade ou tentativa deste ato só existe em um individuo no qual o processo de amadurecimento esteja impedido, e essa falta de desenvolvimento vem aumentando a cada dia.
Com a mídia e as redes sociais trazendo informações e possibilidades grandiosas, sonhos e planos cada dia mais altos, vamos construindo casas perfeitamente decoradas, casamentos de contos de fadas, férias encantadas e filhos perfeitos. Tiramos uma foto de cada um desses momentos únicos e ficamos felizes por alguns segundos. Mas e depois? Depois é a vida. A vida com a beleza e suas dores, perigos e conquistas. E não é nada fácil viver com esse risco do “e depois”.
Ao mesmo tempo, isso é doloroso e sem graça e, por essa razão, negamos e achamos tudo muito desagradável. Desejamos não sentir a vida e seus percalços. Não conversamos sobre essas situações e problemas, pois esses sentimentos de fracasso aparentam ser vividos somente por quem os sofre e sente a dor. Também, porque é vergonhoso mostrar que não conseguimos ou que não somos bons o suficiente e nos esquecemos de que ao nosso lado está apenas um outro humano.
“Meus pais precisam que eu seja alguém sem problema.”
(Hannah- 13 Reasons Why)

Todas essas questões sociais: violência, acúmulos de informações e menos contato e conversas fazem com que nos enclausuremos em nossas casas “super seguras” e protegemos profundamente os filhos dessa geração. O que, de certa forma, torna o indivíduo cada vez mais sem repertório social e sem repertório de resolução de problemas, faltando assim recursos de defesa e enfrentamento.
Percebe-se, portanto, que aí está o risco, porque essas situações m, aparentemente, gerado uma necessidade de viver grandes emoções, para se sentir vivo, busca-se enfrentar os limites e, às vezes, envolver-se em situações de risco, para assim, tornar-se um herói corajoso  ou, talvez, encontrar um medo paralisador que pode fazer desistir de viver e de sentir para sempre.
A forma de enfrentarmos tudo isso é entender que existe uma diferença entre o falso si mesmo, tão aclamado socialmente, e a individualidade real de cada ser humano. Respeitar e conversar mais sobre as durezas de ser, sentir e viver como algo fortalecedor para o processo de individualizar e desenvolver-se como um ser humano, valorizando as diferenças e o ser no homem. Desromantizando as dores e as mortes, trazendo-as como parte da vida real, pois são partes essenciais para sermos realmente felizes e completos.
“Mas só pode morrer quem existiu e existir é acontecer
e agir no mundo humano.”

(D.W. Winnicott)

Hellen Macias Dias
Psicóloga-CRP 06/66014

quinta-feira, 24 de setembro de 2015

Palestra Família e Economia

Preparação inicial para a palestra Família e Economia,  realizada no dia 22 de setembro de 2015 na fábrica da Volkswagen do Brasil, unidade de Taubaté/SP. Palestra apresentada pelos profissionais Hellen Macias Dias e Marco Polo Soares.



Muito Bom apresentar para um público interessado.
Obrigado a toda equipe responsável da Volkswagen pela oportunidade!

domingo, 2 de agosto de 2015

“Pensar e Sentir: A importância de integrar cuidar e educar na Educação Infantil.”

Crenças arraigadas em nossa cultura consideram a inteligência e a afetividade dicotômicos e/ou separados, no processo de construção do conhecimento. Ao contrário, e venho propor uma reflexão que o conhecimento dos sentimentos e das emoções requer ações cognitivas, da mesma forma que tais ações cognitivas pressupõem a presença de aspectos afetivos, e assim a importância do cuidar e do afeto na Educação Infantil.
Acreditando nisso a proposta é refletir qual o papel da afetividade e do cuidado, no funcionamento psicológico e na construção de conhecimentos cognitivos?
 Segundo Freitas e Shelton (2005) transformações culturas, sociais e econômicas vem trazendo mudanças na educação para primeira infância e indica que a atividade de cuidar tem sido desvalorizada no atendimento a essa fase, o que prejudica o direito da criança ao cuidado e à educação
A inseparabilidade de cuidar e educar como um principio básico que deve reger as políticas públicas de atendimento à primeira infância aparece nas diretrizes estabelecidas para educação infantil pelo Ministério da Educação do Brasil (Brasil, 1998a) quanto no relatório do Commitee on Early Chisldhood Pedagogy (Bowman &cols.,2001) dos Estados Unidos.

“As propostas pedagógicas para as instituições de Educação Infantil devem promover em suas práticas de educação e cuidados a Integração entre aspectos físicos, emocionais, afetivos, cognitivo/lingüísticos e sociais da criança, entendendo que ela é um ser total, completo e indivisível.” (Brasil, 1998a, p.12)

“Uma premissa central deste relatório, a qual emerge diretamente da revisão da literatura, é que cuidado e educação não podem ser pensados como entidades separadas quando se trata de crianças pequenas. O cuidado adequado inclui o provimento de boa estimulação cognitiva, ambientes ricos em conversação e a promoção do desenvolvimento social, emocional e motor. Da mesma forma, a educação adequada para crianças pequenas pode ocorrer apenas em contextos de bom cuidado físico e calorozas relações afetivas.”(Bowman &cols.,2001, p.2)

Piaget, (1954) já questionava as teorias que tratavam a afetividade e a cognição como aspectos funcionais separados advertindo sobre o fato de que, apesar de diferentes em sua natureza, a afetividade e a cognição são inseparáveis, indissociadas em todas as ações simbólicas e sensório-motoras. Ele postulou que toda ação e pensamento comportam um aspecto cognitivo, representado pelas estruturas mentais, e um aspecto afetivo, representado por uma energética, que é a afetividade. De acordo com Piaget, não existem estados afetivos sem elementos cognitivos, assim como não existem comportamentos puramente cognitivos.
Vygotsky também explicita claramente sua abordagem unificadora entre as dimensões cognitiva e afetiva do funcionamento psicológico. Afirma ele que (1996): 

"A forma de pensar, que junto com o sistema de conceito nos foi imposta pelo meio que nos rodeia, inclui também nossos sentimentos. Não sentimos simplesmente: o sentimento é percebido por nós sob a forma de ciúme, cólera, ultraje, ofensa. Se dizemos que desprezamos alguém, o fato de nomear os sentimentos faz com que estes variem, já que mantêm uma certa relação com nossos pensamentos."

          Atualmente a maioria das crianças a partir da educação infantil estão sendo estimuladas à crescer e desenvolver para serem profissionais de sucesso. O que vem gerando competição demasiada entre os colegas e a desvalorização ao ser humano em prol da valorização do ter. Este projeto tem como pretenção mobilizar através dos teóricos citados, a importância do cuidado e do afeto na educação infantil. Questionando também se a escola além do papel de educar a cognição e os conceitos, deve atuar numa Educação Moral e de  respeito ao ser humano, já que  é uma das primeiras  instituições sociais em que ela faz parte. Ou ainda, se isso tudo deve ser mesmo só obrigação dos pais que trabalham na grande maioria em período integral?
          Acredito que a sociedade é cumplice da educação de dentro de casa, talvez a resposta de um mundo melhor e melhores educações seja um regresso ao tempo onde todas as pessoas de uma comunidade eram responsáveis pela educação daquela criança.

Hellen Macias Dias
CRP 06/66014
Psicóloga, Psicopedagoga

e Educadora Infantil

[Sem+t%C3%ADtulo.jpg]

Família e Economia: Onde estão nossos valores?














[Sem+t%C3%ADtulo.jpg]

Chega de Choro: Adaptação escolar sem traumas? Como?

Chega de Choro                                                                


Adaptação escolar sem traumas? Como?



Para responder essas angústias, gosto de propor um pensamento:
Por que matriculamos nosso filho? Por que nessa escola?
Vocês, pai e mãe, certamente não decidiram isso do dia para noite e nem na primeira escola que visitaram. Foi algo pensado e muito bem escolhido e sabem que não matricularam seu filho na escola só porque é um lugar seguro onde vocês deixam seu filho para irem trabalhar tranquilamente, ou porque existe uma lei que obriga os responsáveis a matricular seus filhos na escola, mas sim porque acreditam que a escola estimulará o desenvolvimento da criança em aspectos diferentes aos vividos em casa como: afetivo-sociais, físicos e cognitivos.
Relembrar esses motivos que o fizeram procurar uma escola deixa muito mais fácil encarar e resolver a situação, já que muitas crianças apresentam dificuldade de adaptação.
Esse processo de adaptação não tem bula nem regras, afinal, cada criança reage de um jeito, tem criança que chora, tem criança que quer conhecer tudo, tem criança que faz birra e ainda aqueles que começam a chorar algum tempo depois. Isso tudo é normal, é um momento diferente e precisamos entender o tempo de cada criança e esperar que os profissionais escolhidos para cuidar e educar nossos filhos vão saber lidar com essa diferença e transformar esse momento em algo prazeroso.
É importante sabermos que o choro nem sempre quer dizer que a criança não quer ir à escola, mas também é uma forma de expressar sentimentos que não consegue nomear, e quando não sabe dizer o que sente, chora, é assim desde o seu nascimento.
Por isso, não queira traduzir o choro, só preste atenção e diga que entende seus sentimentos, mas que vai ser muito legal ficar na escola. Na maioria dos casos, por mais difícil que seja a separação, assim que os pais deixam a escola, as crianças param de “sofrer”, ficando tranquilas e confiantes. E aquele ambiente desconhecido fica curioso e gostoso de ser explorado. Afinal, haja novidades para elas!
Enfim, não existe fórmula mágica, só é preciso calma e atenção ao processo de adaptação.

Algumas dicas:

ü  Primeiro, pense se você está pronto para esse momento. Você precisa estar seguro para passar segurança a seu filho. Diferencie suas angústias das angústias dele.
ü  Todos os dias a ida para escola deve ser preparada contando para seu filho como vai ser a entrada na escola depois como vai buscá-lo, respondendo naturalmente o que ele quiser saber, mas lembre-se sem longas explicações, para não causar suspeitas e inseguranças. Eles são muito inteligentes e podem pensar: “Por que ele está se justificando?”
ü  Incentive a criança a estudar e gostar de ir para escola sem ansiedade, mas com muito carinho e paciência.
ü  Confie na escola que escolheu para seu filho.
ü  Tenha uma boa comunicação com a escola, pais e professores devem trocar informações, é muito importante durante todo processo ensino-aprendizagem em especial nesse momento de adaptação
ü  Cuidado, nunca chegue atrasado na hora de ir embora, principalmente nesse momento de adaptação, isso pode gerar sentimento de abandono e dificultar a adaptação.
ü  Enfim, saiba que a adaptação não dura anos... Tem hora de ser firme quanto ao choro, principalmente quando a criança já foi à escola no ano anterior e já sabe como funciona.

Hellen Macias Dias - CRP 06/66014
Psicóloga, Psicopedagoga e Especialista em Educação Infantil

[Sem+t%C3%ADtulo.jpg]