Preparação inicial para a palestra Família e Economia, realizada no dia 22 de setembro de 2015 na fábrica da Volkswagen do Brasil, unidade de Taubaté/SP. Palestra apresentada pelos profissionais Hellen Macias Dias e Marco Polo Soares.
Muito Bom apresentar para um público interessado.
Obrigado a toda equipe responsável da Volkswagen pela oportunidade!
quinta-feira, 24 de setembro de 2015
domingo, 2 de agosto de 2015
“Pensar e Sentir: A importância de integrar cuidar e educar na Educação Infantil.”
Crenças
arraigadas em nossa cultura consideram a inteligência e a afetividade
dicotômicos e/ou separados, no processo de construção do conhecimento. Ao
contrário, e venho propor uma reflexão que o conhecimento dos sentimentos e das
emoções requer ações cognitivas, da mesma forma que tais ações cognitivas
pressupõem a presença de aspectos afetivos, e assim a importância do cuidar e do
afeto na Educação Infantil.
Acreditando
nisso a proposta é refletir qual o papel da afetividade e do cuidado, no
funcionamento psicológico e na construção de conhecimentos cognitivos?
Segundo
Freitas e Shelton (2005) transformações culturas, sociais e econômicas vem
trazendo mudanças na educação para primeira infância e indica que a atividade
de cuidar tem sido desvalorizada no atendimento a essa fase, o que prejudica o
direito da criança ao cuidado e à educação
A
inseparabilidade de cuidar e educar como um principio básico que deve reger as
políticas públicas de atendimento à primeira infância aparece nas diretrizes
estabelecidas para educação infantil pelo Ministério da Educação do Brasil
(Brasil, 1998a) quanto no relatório do Commitee on Early Chisldhood Pedagogy
(Bowman &cols.,2001) dos Estados Unidos.
“As propostas pedagógicas para as
instituições de Educação Infantil devem promover em suas práticas de educação e
cuidados a Integração entre aspectos físicos, emocionais, afetivos,
cognitivo/lingüísticos e sociais da criança, entendendo que ela é um ser total,
completo e indivisível.” (Brasil, 1998a, p.12)
“Uma premissa central deste relatório,
a qual emerge diretamente da revisão da literatura, é que cuidado e educação
não podem ser pensados como entidades separadas quando se trata de crianças
pequenas. O cuidado adequado inclui o provimento de boa estimulação cognitiva,
ambientes ricos em conversação e a promoção do desenvolvimento social,
emocional e motor. Da mesma forma, a educação adequada para crianças pequenas
pode ocorrer apenas em contextos de bom cuidado físico e calorozas relações
afetivas.”(Bowman &cols.,2001, p.2)
Piaget,
(1954) já questionava
as teorias que tratavam a afetividade e a cognição como aspectos funcionais
separados advertindo sobre o fato de que, apesar de diferentes em sua natureza,
a afetividade e a cognição são inseparáveis, indissociadas em todas as ações
simbólicas e sensório-motoras. Ele postulou que toda ação e pensamento
comportam um aspecto cognitivo, representado pelas estruturas mentais, e um aspecto
afetivo, representado por uma energética, que é a afetividade. De acordo com
Piaget, não existem estados afetivos sem elementos cognitivos, assim como não
existem comportamentos puramente cognitivos.
Vygotsky
também explicita claramente sua abordagem unificadora entre as dimensões
cognitiva e afetiva do funcionamento psicológico. Afirma ele que (1996):
"A forma de
pensar, que junto com o sistema de conceito nos foi imposta pelo meio que nos
rodeia, inclui também nossos sentimentos. Não sentimos simplesmente: o
sentimento é percebido por nós sob a forma de ciúme, cólera, ultraje, ofensa.
Se dizemos que desprezamos alguém, o fato de nomear os sentimentos faz com que
estes variem, já que mantêm uma certa relação com nossos pensamentos."
Atualmente
a maioria das crianças a partir da educação infantil estão sendo estimuladas à
crescer e desenvolver para serem profissionais de sucesso. O que vem gerando
competição demasiada entre os colegas e a desvalorização ao ser humano em prol
da valorização do ter. Este projeto tem como pretenção mobilizar através dos
teóricos citados, a importância do cuidado e do afeto na educação infantil.
Questionando também se a escola além do papel de educar a cognição e os
conceitos, deve atuar numa Educação Moral e de respeito ao ser humano, já
que é uma das primeiras instituições sociais em que ela faz parte.
Ou ainda, se isso tudo deve ser mesmo só obrigação dos pais que trabalham na
grande maioria em período integral?
Acredito que a sociedade é cumplice da educação de
dentro de casa, talvez a resposta de um mundo melhor e melhores educações seja
um regresso ao tempo onde todas as pessoas de uma comunidade eram responsáveis
pela educação daquela criança.
Hellen Macias Dias
CRP 06/66014
Psicóloga, Psicopedagoga
e Educadora Infantil
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Chega de Choro: Adaptação escolar sem traumas? Como?
Chega de Choro
Adaptação escolar sem traumas? Como?
Adaptação escolar sem traumas? Como?
Para
responder essas angústias, gosto de propor um pensamento:
Por
que matriculamos nosso filho? Por que nessa escola?
Vocês,
pai e mãe, certamente não decidiram isso do dia para noite e nem na primeira
escola que visitaram. Foi algo pensado e muito bem escolhido e sabem que não
matricularam seu filho na escola só porque é um lugar seguro onde vocês deixam
seu filho para irem trabalhar tranquilamente, ou porque existe uma lei que
obriga os responsáveis a matricular seus filhos na escola, mas sim porque
acreditam que a escola estimulará o desenvolvimento da criança em aspectos
diferentes aos vividos em casa como: afetivo-sociais, físicos e cognitivos.
Relembrar
esses motivos que o fizeram procurar uma escola deixa muito mais fácil encarar
e resolver a situação, já que muitas crianças apresentam dificuldade de
adaptação.
Esse
processo de adaptação não tem bula nem regras, afinal, cada criança reage de um
jeito, tem criança que chora, tem criança que quer conhecer tudo, tem criança
que faz birra e ainda aqueles que começam a chorar algum tempo depois. Isso
tudo é normal, é um momento diferente e precisamos entender o tempo de cada
criança e esperar que os profissionais escolhidos para cuidar e educar nossos
filhos vão saber lidar com essa diferença e transformar esse momento em algo
prazeroso.
É
importante sabermos que o choro nem sempre quer dizer que a criança não quer ir
à escola, mas também é uma forma de expressar sentimentos que não consegue
nomear, e quando não sabe dizer o que sente, chora, é assim desde o seu
nascimento.
Por
isso, não queira traduzir o choro, só preste atenção e diga que entende seus
sentimentos, mas que vai ser muito legal ficar na escola. Na maioria dos casos,
por mais difícil que seja a separação, assim que os pais deixam a escola, as
crianças param de “sofrer”, ficando tranquilas e confiantes. E aquele ambiente
desconhecido fica curioso e gostoso de ser explorado. Afinal, haja novidades
para elas!
Enfim,
não existe fórmula mágica, só é preciso calma e atenção ao processo de
adaptação.
Algumas dicas:
ü Primeiro, pense se você está pronto para esse momento. Você
precisa estar seguro para passar segurança a seu filho. Diferencie suas
angústias das angústias dele.
ü Todos os dias a ida para escola deve ser preparada contando
para seu filho como vai ser a entrada na escola depois como vai buscá-lo,
respondendo naturalmente o que ele quiser saber, mas lembre-se sem longas
explicações, para não causar suspeitas e inseguranças. Eles são muito
inteligentes e podem pensar: “Por que ele está se justificando?”
ü Incentive a criança a estudar e gostar de ir para escola sem
ansiedade, mas com muito carinho e paciência.
ü Confie na escola que escolheu para seu filho.
ü Tenha uma boa comunicação com a escola, pais e professores
devem trocar informações, é muito importante durante todo processo
ensino-aprendizagem em especial nesse momento de adaptação
ü Cuidado, nunca chegue atrasado na hora de ir embora,
principalmente nesse momento de adaptação, isso pode gerar sentimento de
abandono e dificultar a adaptação.
ü Enfim, saiba que a adaptação não dura anos... Tem hora de ser
firme quanto ao choro, principalmente quando a criança já foi à escola no ano
anterior e já sabe como funciona.
Hellen Macias
Dias - CRP 06/66014
Psicóloga, Psicopedagoga e Especialista em Educação Infantil
Psicóloga, Psicopedagoga e Especialista em Educação Infantil
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